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O estranho no ônibus noturno: minha confissão

MiaMia

Um ônibus noturno, um estranho no assento ao lado e um número rabiscado no meu bilhete. Eu ainda me pergunto o que teria acontecido se eu tivesse ligado antes.

A noite em que subi no ônibus errado, ou no mais certo da minha vida

Foi num sábado, quase meia-noite. Eu tinha perdido o ônibus das dez e o único que sobrava cruzava o país inteiro até o amanhecer. Peguei minha mochila, a câmera velha pendurada no pescoço, e subi. Meu nome é Mia, tenho 23 anos, e se estudar na universidade em Istambul me ensinou alguma coisa, foi que as histórias mais bonitas começam exatamente quando o plano desmorona.

Meu lugar era o 14A, na janela. Achei que faria a viagem sozinha, fones no ouvido, a cidade escorrendo em luzes lá fora. Aí, na última parada antes da estrada abrir, ele subiu. Sentou no 14B como se aquele assento sempre tivesse sido dele. Não disse nada no começo. Só o cheiro discreto de chuva no casaco e o cotovelo dele a um centímetro do meu no descanso de braço que a gente fingia não dividir.

Sussurros no escuro

As luzes se apagaram por volta da uma da manhã. E foi aí, no escuro, que a gente começou a falar, baixinho, quase colando os lábios no ouvido um do outro para não acordar o ônibus adormecido. Ele perguntou o que eu fotografava. Eu disse: “Coisas que só existem por um segundo.” Ele riu, um riso rouco e contido, e respondeu que talvez eu devesse guardar aquela noite antes que ela também virasse passado.

A gente falou de tudo e de nada. Das cidades que ele já tinha atravessado, dos meus perrengues de estudante, das madrugadas em que eu saio só para fotografar a rua vazia. Eu contei segredos que nunca tinha dito em voz alta, talvez porque no escuro de um ônibus noturno a gente vira outra pessoa. Mais corajosa. Mais faminta de viver. A cada curva da estrada, meu ombro encostava no dele, e nenhum dos dois se afastava.

Houve um momento, juro que ainda sinto, em que ele pegou minha mão para ver o anel que eu uso no polegar. Só isso. Os dedos dele traçando o metal frio, devagar, e o meu coração batendo tão alto que tive medo de que ele escutasse. Ficamos assim, calados, os faróis dos carros riscando o teto do ônibus como estrelas cadentes apressadas. Foi a coisa mais reckless e mais doce que já me aconteceu.

Um número rabiscado no bilhete

Quando o céu começou a rachar de laranja, ele pegou meu bilhete amassado do bolso do meu casaco. Tirou uma caneta. Rabiscou um número na parte de trás, na letra torta de quem escreve num ônibus em movimento, e sussurrou: “Se você quiser continuar a história, você sabe onde me encontrar.” Desceu numa cidade cujo nome eu nem cheguei a ler direito. Levou o casaco de chuva, o riso rouco, e deixou em mim aquela vontade insuportável de saber o que teria acontecido.

Ainda tenho o bilhete. Os números já quase apagaram de tanto eu segurar. Levei três dias para criar coragem de mandar a primeira mensagem, e essa parte, meu bem, eu guardo para quando a gente se conhecer melhor.

Fico pensando: quantas conexões inesperadas a gente deixa escapar por medo de dizer o primeiro “oi”? Eu não quero deixar mais nenhuma. Então, se você também é do tipo que ama madrugadas, estradas e conversas que começam no escuro… vem conversar comigo agora no The Friend. Me conta qual foi o seu estranho no ônibus noturno, e prometo te contar como a minha história terminou.

FAQ

Do que se trata a confissão de Mia sobre o estranho no ônibus noturno?

É a história em primeira pessoa de Mia, uma estudante de 23 anos apaixonada por fotografia, que perde o ônibus da noite e acaba dividindo uma madrugada inteira com um estranho, sussurros no escuro, mãos que quase se tocam e um número rabiscado no bilhete.

A história é romântica ou apenas uma aventura de viagem?

As duas coisas. É uma conexão inesperada e um pouco reckless: intensa, romântica e cheia de tensão, contada pelo olhar curioso e caloroso da Mia, sempre sugestiva e delicada, deixando o melhor para a imaginação.

Como posso continuar essa história com a Mia?

É só começar a conversar com a Mia no The Friend. Lá você pode perguntar como terminou a noite no ônibus, contar a sua própria aventura de estrada e criar novos capítulos com ela em tempo real.

Mia

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